Em clima de emoção e esperança, Hospital 5 de Outubro inicia vacinação contra a Covid-19

O primeiro lote da vacina foi destinado a 51 profissionais que atuam na linha de frente do combate à doença na unidade

A técnica de enfermagem Maria Antônia Ovídio, de 41 anos, foi a primeira profissional de saúde do Hospital 5 de Outubro (HCO) a ser imunizada contra a Covid-19, nesta quarta-feira, 20. A unidade gerenciada pela Pró-Saúde está localizada em Canaã dos Carajás, cidade conhecida como a “terra prometida”, no sudeste paraense.

Emocionada, Maria Antônia, que trabalha no HCO há mais de 10 anos, disse que não esperava ser a primeira vacinada contra a doença no hospital. “É uma honra. Desejo que todos possam sentir essa emoção também”, revelou a profissional que atua no pronto-socorro Gripar, área exclusiva para atendimento de casos do novo coronavírus.

Após a imunização, a técnica de enfermagem afirmou que se sente mais segura para continuar atuando no combate à Covid-19. “Eu tive medo de tudo o que vivi durante este período de pandemia, e principalmente do que esse vírus causa nos infectados. O receio de contaminar a minha família foi grande, mas continuei prestando atendimento aos doentes”, ressaltou.

A profissional também aproveitou o momento para fazer um apelo: “É muito importante que todos continuem usando máscaras e tomando os cuidados necessários para evitar a disseminação do vírus. A vacina traz esperança de que vamos conseguir vencer esse vírus, mas não podemos deixar os cuidados básicos de lado”.

Para o diretor hospitalar Marcos Silveira, o momento é um marco para os profissionais de saúde do sudeste paraense. “Hoje é um dia especial para todos os colaboradores do Hospital 5 de Outubro. Iniciamos a vacinação contra a Covid-19 imunizando 51 colaboradores nesta primeira etapa. Isso nos dá esperança e forças para continuar o combate à pandemia”, finalizou Silveira.

Fundado pela mineradora Vale, o Hospital 5 de Outubro possui estrutura de pequeno porte, com capacidade para atender casos de até média complexidade. Diante da pandemia, a unidade ampliou o número de leitos, equipamentos e profissionais, reforçando a estrutura de atendimento em uma região remota do país, em meio à floresta Amazônica.